segunda-feira, 9 de setembro de 2013

9/set em memoria a um outro dia q passou


se arrependimento matasse 
a gente saia no choro pelas ruas
catava as migalhas deixadas pelo chao
arrastava o tempo a forca no sentido invertido
colava chiclete na cara de quem nao quisesse
esfregava os olhos de tanta dor
tirava a dor do peito num tapa
saia dando cambalhotas para ver se passa
mas arrependimento na mata
ele so fica ai latejando ate que a gente esqueca 
e se arrependa mais uma vez


prefiro ver o mar
que ter seu corpo sobre o meu
prefiro ver o mar
que nao me faz lagrimar
e se o faz faz por gosto
gosto de sal e nao de amargo
como o que agora em minha boca se faz
ao lembrar nao o mar 
mas de seu corpo sobre o meu


a imagem do amor tem as maos abertas
nao agarradas 
nao suadas
sao maos tenras que envolvem um mundo
nao so o corpo
nao so a boca
nao so os sonhos
a mao aberta porem de tao boa
deixa que escorreguemos vez por outra
que façamos de nossas maos agarradas
suadas junto a outras maos
estão nao sao de amor 
se abrem e fecham vez por outra
e mais uma vez retorno em lagrimas
para a aberta mao que me estendes
esperando que seja a ultima das vezes que retorno


se tenho uma
como querer outra?
num corpo cabe apenas uma
mas muitas me rodeiam
dao piruetas pululam
saltitam ao redor de meus olhos
e assim numa noite sem estrelas
na alcova me tranco e esqueço todas as poesias
daquela uma que tanto prezo
e espero de seus olhos
assisto suas falas seus passos
e me dou conta por fim
que e um outro corpo nu que a mim mesma 
assim meio fora de mim mesmo
deseja sofre compartilha e chora
e esse um hoje se faz mais macio tenro e doce 
que jamais fora
retoma sua face de outrora 
que tanto borramos juntos
quer seja de feiura mas de novo de saliva
e que agora num borrar de borracha
tento reescrever mais uma vez


os olhos brilham 
mas desta vez nao belos
tímidos vergonhosos
vermelhos e apertados
a imagem presa nos olhos
duma noite que passou
e que desvia os passos
maltrata a face
mas  ainda assim mantém o olhar firme
no mesmo horizonte salgado
mais uma vez


estamos com dificuldades de encontrar a alegria. alegria mesma de dia a dia . de acordar com o riso no rosto. de chorar com um raio de sol. de agradecer pelas coisas que temos. agradecer por termos um ao outro . para disto podermos tirar toda a alegria que nos for possível. a vida é nada mais que uma seqüência de dias. de idas e de vindas. e que estes sejam, senão felizes, alegres. 

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